ABRALE orienta: como garantir que o medicamento comprado não provém de um roubo

Hoje o programa Bom dia Brasil trouxe uma matéria sobre a apreensão de uma quadrilha que roubava e vendia remédios contra câncer, entre eles o Rituximab (Mabthera), indicado para linfoma, e Mesilato de Imatinibe (Glivec), para tratamento de Leucemia Mieloide Crônica.

Como as pessoas que compram medicamentos roubados podem ser investigadas por receptação, a Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (ABRALE) recomenda aos pacientes que sempre peçam Nota Fiscal ao estabelecimento ao comprar medicamentos. Desta forma, há garantia de que a mercadoria tem origem lícita.




Confira a matéria do Bom dia Brasil na íntegra:

Presa quadrilha que roubava e vendia remédios contra câncer

Os medicamentos eram roubados à mão armada de hospitais públicos. Prejuízos chegam a R$ 20 milhões

A polícia apertou o cerco e chegou a uma distribuidora que revendia remédios roubados em outros estados. O dono foi preso ontem quando fazia uma entrega.

A distribuidora fica em um prédio na zona sul de São Paulo. Vende remédios caros para o tratamento do câncer, entre eles o Mabthera e o Glivec, indicados para pacientes com leucemia. Uma caixa do Mabthera custa no mercado, em média R$ 5 mil e o Glivec passa dos R$ 10 mil.

Os medicamentos não constam na lista vendida pela distribuidora na internet. A polícia investiga a distribuidora desde março e sabe como a quadrilha agia.

“Entravam a mão armada nas unidades de saúde, rendiam funcionários e roubavam medicamentos. Medicamentos roubados eram repassados para intermediários que alocavam esses medicamentos em distribuidoras. Essas distribuidoras revendiam esses remédios no mercado, vendendo para hospitais e clínicas”, descreve o corregedor da Secretaria Estadual de Saúde Alexandre Zakir.

De acordo com a polícia, neste ano a Oncofarma vendeu R$ 2,3 milhões só do Mabthera, mesmo sem autorização nem nota de compra.

Além de São Paulo, a polícia rastreou a distribuição das caixas para o Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Paraíba. A polícia quer saber agora quem são os intermediários, pessoas que repassam os remédios roubados para a distribuidora. Também serão investigados os clientes que compravam medicamentos da Oncofarma. O objetivo é descobrir se os hospitais, clínicas ou planos de saúde sabiam que os remédios eram roubados.

Esta semana também, a polícia prendeu quatro funcionários do Hospital do Servidor Público Estadual que faziam parte de outra quadrilha de roubo de remédios. Em apenas um ano, desviaram o equivalente a R$ 600 mil também de medicamentos contra o câncer.

A distribuidora não foi fechada. Continua funcionando porque os medicamentos roubados não foram encontrados no prédio. O dono vai responder por receptação. A pena pode chegar a 8 anos de prisão.

Fonte: Bom dia Brasil