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Mary e sua filha Mayara são grandes guerreiras!

Há dois anos atrás Mary descobriu que Mayara tinha um tumor maligno na região da coluna, conhecido como neuroblastoma. Mas elas não se deixaram abater pelo impacto desta notícia e, juntas, travaram uma batalha contra a doença.

Com o apoio de toda a família e amigos, e muita fé em Deus, venceram todos os obstáculos e hoje Mayara está curada. Para dividir esta experiência com outras pessoas que também passam por uma situação parecida, Mary decidiu criar o blog  Vencendo a Luta Contra o Câncer.

Acesse http://vencendoalutacontraocancer.blogspot.com.br/ e leia mais sobre essa linda e forte história de superação!



Escrito por blogabrale às 18h01
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VOCÊ É O QUE VOCÊ COME

 

*Texto retirado da 18ª edição da Revista da ABRALE

 

“Faça do alimento o seu remédio” – o conselho já era dado há 2,5 mil anos pelo grego Hipócrates, hoje chamado de pai da medicina. A exemplo de Hipócrates, outro grego, Galeno, prescrevia diferentes alimentos para combater diversos males. Não só a cultura grega, mas também a chinesa, indiana e egípcia eram adeptas do conceito de comida terapêutica, atribuindo aos diferentes alimentos propriedades não só preventivas, mas também curativas.

 

Portanto, o pressuposto não é recente. Novo é o tratamento científico dado ao tema e a atenção cada vez maior que ele desperta, incluindo aí a curiosidade dos leigos.  “O interesse pelos ‘superalimentos’, ricos em nutrientes essenciais iniciou-se em meados dos anos 20, mas o boom ocorreu mesmo na década de 70/80, quando pesquisas sobre as ‘qualidades nutricionais ocultas’ começaram a ser realizadas. Tal interesse não nasceu no Japão, mas foi esse o primeiro país a denominar legalmente os funcionais de Foshu (Food for Specified Health Use)”, explicou Carlos Basualdo, coordenador do Comitê de Nutrição da ABRALE.

 

Hoje, vários outros países contam com a legislação específica. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reconhece os alimentos funcionais segundo as regras instituídas a partir de 1999.

 

Mas o que é exatamente um alimento funcional? Segundo a Anvisa, o alimento ou ingrediente que alega propriedades funcionais, além de atuar em funções nutricionais básicas, irá desencadear efeitos benéficos à saúde e deverá ser também seguro para o consumo sem supervisão médica. Isso, significa que, além das propriedades nutricionais comuns, para ser considerado funcional ele deve obrigatoriamente promover benefícios adicionais à saúde. E, importante, deve ser consumido normalmente sem precisar de prescrição e acompanhamento de um médico.

 

Hoje, os maus hábitos alimentares e a falta de exercícios físicos caracterizam o estilo de vida da maioria das pessoas. A eles se somam ainda o estresse e as pressões do mundo moderno. Esse jeito de viver vem sendo responsável pelo avanço das doenças cardiovasculares, inflamatórias e intestinais, câncer, hipertensão, entre outras. Os alimentos funcionais não curam essas doenças, mas seu consumo regular é uma das alternativas para preveni-las.

 

Para usufruir os benefícios dos alimentos funcionais, o seu consumo deve ser regular. O ideal é incluir no cardápio diário vegetais, frutas e cereais integrais, já que grande parte dos componentes ativos estudados está presente nesses alimentos. Outra dica é incorporar a soja e seus derivados à dieta, ou peixes ricos em ômega 3.



Escrito por blogabrale às 18h32
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Além do tratamento

 

Por Maria Teresa Veit – Coordenadora do Departamento de Psicologia da ABRALE (Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia)

 

Percorremos um considerável caminho ao ultrapassarmos antigas noções de que tratar-se é sinônimo de medicar-se, ou de que a doença afeta apenas órgãos isolados ou mesmo restringe-se ao próprio corpo físico.  Entendemos hoje que tratamentos efetivos devem envolver cuidados mais amplos, que vão além daqueles dispensados ao corpo e, também, compreendemos que há muito mais do que remédios para compor um verdadeiro tratamento integral.

 

Sabemos da importância da atenção médica e de toda a equipe de profissionais de saúde que, dentro de suas especialidades, oferecem diagnósticos e planos de cuidados em inúmeras áreas.  E sentimo-nos mais seguros, mais assistidos, quando cercados pela atenção de tantos estudiosos que a cada dia desenvolvem novos recursos e os colocam à nossa disposição.

 

O que têm todos esses cuidados em comum é o fato de que os recebemos já estruturados, praticamente prontos para o consumo.  São desenvolvidos e pensados por outros e a cada um de nós cabe aceitá-los e segui-los “conforme a bula”.

 

Como complemento a esse elenco de procedimentos que compõem o tratamento integral, foram hoje desenvolvidas novas técnicas e estratégias que demandam um envolvimento muito mais ativo de cada pessoa.  É preciso que as incorporemos de maneira profunda à nossa forma de ser e até de sentir, não apenas durante os momentos de doença, mas por toda a vida.  Elas não se restringem aos objetivos curativos porque contemplam também propósitos preventivos e de qualidade de vida em geral.  Seu foco sai da doença e migra para a saúde do corpo, da mente, do espírito, das relações humanas... 

 

Do que trata sua essência?  Basicamente de mudança de alguns hábitos que, em modelo de “piloto automático”, adotamos sem refletir, repetimos sem criticar, copiamos sem lhes compreender os motivos.  Têm por finalidade uma postura renovada diante de fatos costumeiros; uma percepção mais profunda de nós mesmos, de nossos impulsos e de nossos recursos.

 

Em nossa sede, aqui na ABRALE, desenvolvemos algumas atividades que adotam essa perspectiva.  O Grupo das Deusas é voltado ao autoconhecimento feminino, utilizando-se das deusas da mitologia grega. Leva-nos, de forma lúdica e leve, ao conhecimento  de interessantes aspectos próprios que nos eram desconhecidos.  O Ciclo de Manejo do Estresse conscientiza e informa sobre diferentes maneiras de nos recuperarmos dos efeitos deletérios que situações estressantes deixam em nossos corpos e mentes; as técnicas simples, uma vez aprendidas, podem passar a fazer parte do dia a dia de todas as pessoas.  O Trabalho com Mandalas utiliza recursos de arte, de concentração e de autopercepção, com vistas à organização mental, ao apaziguamento de estados de agitação desencadeados  na vida diária, à adoção de uma postura de maior serenidade diante dos eventos da vida.

 

Consistem  todas em atividades em pequenos grupos - acessíveis a pacientes, familiares e cuidadores - com duração curta e periodicidade semanal.  Embora frequentemente atinjam resultados de natureza terapêutica, não são terapias formais e oferecem aquele “algo mais” que faz a diferença.

 

Nossa equipe está permanentemente empenhada em criar e formatando atividades que vão Além do Tratamento.

 

Para mais informações, entre em contato pelo 0800 773 9973 ou pelo abrale@abrale.org.br. Acesse www.abrale.org.br



Escrito por blogabrale às 18h23
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Doe Sangue!

Para suprir todas as necessidades, Brasil precisa de 5,7 milhões de bolsas de sangue anuais. Hoje, o número de coletas é de 3,5 milhões

 

Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), atualmente 1,9% dos brasileiros doa sangue regularmente. Por ano, 3,5 milhões de bolsas de sangue são coletadas e este número já não tem sido suficiente para suprir as necessidades, como em cirurgias e transplantes de órgãos. O ideal é chegar a 5,7 milhões de doações anuais.

 

Para disseminar a toda população a importância da doação voluntária, a ABRASTA – Associação Brasileira de Talassemia – lança a campanha “Não perca tempo. Doe sangue e faça disso um hábito frequente”.

 

A talassemia é um tipo de anemia hereditária. Sua forma mais grave, a talassemia major, tem como parte do tratamento transfusões sanguíneas, a cada 20 dias em média, por toda a vida.

 

A vice-presidente da Associação, Cláudia Vellozo, é mãe do Danilo e Gregory, ambos portadores da doença. “Se fizer uma soma de quantas bolsas de sangue meus filhos consomem durante o ano, o número é equivalente a cerca de 2.304 doadores. No Brasil, temos 300 portadores de talassemia major, além das pessoas que precisam realizar uma transfusão de sangue por diversos outros motivos. A única maneira de acabarmos com o problema da falta de bolsas de sangue nos hemocentros brasileiros é mobilizarmos toda a população a tornar-se um doador voluntário”, disse Cláudia.

 

SANGUE SEGURO

Além da doação voluntária, é muito importante também que o sangue a ser transfundido seja seguro!

 

Uma vez comprovada mundialmente a segurança do NAT, é direito de todo cidadão receber sangue livre de contaminações, pois a saúde é garantia constitucional, inserida entre os direitos fundamentais do cidadão.

 

O NAT oferece uma segurança 84% maior que os outros testes quanto à contaminação pelo vírus das Hepatites "B" e "C" e é 68%  mais seguro em relação à contaminação pelo vírus da AIDS (HIV)

Embora a Portaria nº 1.353, de 13/06/11, venha regulamentar a atividade hemoterápica no país, estabelecendo diretrizes para a segurança no processo, ainda não tornou obrigatória a realização do teste NAT, considerado o mais seguro para o receptor.

Em função dessa realidade a ABRALE e ABRASTA promovem o presente MANIFESTO DO NAT, esperando contar com a adesão da população e da sociedade civil organizada para que o Poder Público garanta às pessoas que dependem de transfusões o direito a uma transfusão segura.

Para assinar o Manifesto do NAT, acesse www.abrale.org.br

 

 



Escrito por blogabrale às 17h47
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MUDANÇA DE POSTURA

 

Informações retiradas da edição 18 da Revista da Abrale

 

Conte quantas vezes por semana você entra num carro, carrega uma sacola ou bolsa, lava louça, pega um objeto no chão. São gestos simples, mas frequentes, que, repetidos de forma errada, podem levar problemas de postura e a dores bastante incômodas. Um estudo da Organização Mundial da Saúde estimou que 80% da população do planeta sofrerá dores nas costas em algum momento da vida e apontou a postura incorreta como uma das principais causas desse número elevado.

 

A coluna é essencial para a nossa sustentação, absorve e dissipa as sobrecargas que sofremos durante a vida, incluindo a pressão da gravidade. Graças a ela, podemos girar nosso corpo, mexer para frente, para trás e para os lados.

 

Mas não é só a coluna que sofre. A lista de consequências da falta de cuidado com a postura é maior do que parece: tensões musculares, cefaléias, dores no pescoço, artroses, hérnias, compressões das articulações. Isso sem contar as interferências no funcionamento dos sistemas digestório, como problemas intestinais; circulatório, como varizes; e respiratório, como bloqueios de inspiração e expiração.

 

Uma boa postura é aquela em que há equilíbrio entre as estruturas de suporte do organismo, isto é, músculos e ossos, distribuindo o peso entre os dois lados do corpo.

 

Quando somos crianças, fazemos bom uso do corpo, pois utilizamos as articulações de tornozelos, joelhos e quadris de forma mais livre, com mobilidade. À medida que os anos passam, permanecemos cada vez mais tempo sentados, restringimos os movimentos mais naturais do corpo e adquirimos vícios de postura.

 

Exercícios físicos, como musculação, natação e outros esportes, não devem ser sempre tratados como soluções milagrosas para uma boa postura. Se, de uma lado, trazem benefícios, podem também causar danos e facilitar o aparecimento de lesões quando não são bem orientados. Outro mito é que ser mais forte e ter músculos mais rígidos garante uma boa postura. Tão importante quanto a força são a flexibilidade e o equilíbrio para se adaptar às necessidades que cada movimento exige.

 

A DOR NO MIELOMA

Mas nem toda dor na coluna é reflexo de má postura. Em alguns casos, o incômodo lombar mais intenso e constante pode ser sintoma do mieloma múltiplo, doença comum às pessoas acima dos 65 anos, que afeta a medula óssea e se caracteriza pelo aumento do plasmócito, célula responsável pela produção de proteínas do nosso sistema de defesa.

 

Toda dor nas costas deve ser investigada com exames de imagens, como raio X ou mesmo tomografia ou ressonância magnética. O tratamento do mieloma múltiplo depende do protocolo adotado e das características do paciente, mas pode envolver quimioterapia, radioterapia ou transplante de medula óssea.



Escrito por blogabrale às 18h24
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A favor da saúde

 

Alvo de pesquisas em respeitadas instituições mundiais, a meditação tem surpreendido por sua eficácia na melhoria da saúde física, mental e emocional

 

Quando se pensa em meditação, a primeira imagem que vem à mente é de alguém sentado com as pernas cruzadas, olhos fechados, mãos em descanso, num lugar silencioso e tranquilo. Essa referência, muito difundida pelos praticantes de ioga, é apenas uma entre milhares de maneiras de se meditar. Hoje, os especialistas mostram que é possível meditar caminhando, em meio a outras pessoas, no trânsito, na agitação urbana ou mesmo num hospital.

 

Alvo de pesquisas em importantes instituições mundiais, a meditação apresenta resultados positivos que têm surpreendido, especialmente na eficácia da técnica para melhoria da saúde física, mental e emocional. Reconhecida pela ciência, a meditação tem sido adotada como um caminho complementar no tratamento de doenças como câncer, Aids, hipertensão, problemas digestivos, dores, e na prevenção de patologias coronarianas.

 

Estudos em universidades americanas evidenciam que a técnica contribui para baixar a pressão arterial, reduzir a produção dos hormônios do estresse e estimular a de endorfinas, neurotransmissoras do bem-estar, que têm o efeito de um analgésico natural e proporcionam maior controle da ansiedade e equilíbrio emocional, auxiliando na prevenção de doenças cardiovasculares como AVC e infartos.

 

Entre os usos terapêuticos da meditação, bons resultados têm se verificado entre os pacientes oncológicos, como a redução dos efeitos colaterais da quimioterapia: náuseas, vômitos, insônia e inapetência.

 

A técnica tem conquistado novos adeptos no mundo e estima-se que, só nos Estados Unidos, já existem cerca de 10 milhões de pessoas que meditam regularmente, incluindo pacientes de diversos centros médicos. No Brasil, esse número também tem crescido e, na área da saúde, há a implementação de programas em hospitais particulares e na rede do Sistema Único de Saúde (SUS), por meio da Políticas Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, criada em 2006, que prevê o uso de terapias não convencionais como a acupuntura, fitoterapia e medicina tradicional chinesa, nas quais se insere a meditação.



Escrito por blogabrale às 18h58
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GLIVEC PARA CRIANÇAS

 

Medicamento, que aumenta em 80% as chances de cura, é liberado para o tratamento da leucemia infantil

 

Por Tatiane Mota

 

No dia 12 de abril, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o medicamento mesilato de imatinibe (nome comercial, Glivec) como de primeira linha para o tratamento de crianças com leucemia mieloide crônica (LMC).

 

Segundo dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer), o tipo de câncer que mais acomete crianças é a leucemia. Dentre os subtipos, o mais comum nos primeiros 10 anos de vida é a leucemia linfoide aguda (LLA). A LMC é rara na infância, representando menos de 5% da doença nesta faixa etária.

 

A diferença entre a LMC e as outras leucemias é a presença de uma anormalidade genética nas células doentes, conhecida como cromossomo Philadelphia (Ph+). Seus principais sintomas são cansaço, falta de fôlego durante atividades corriqueiras, palidez, devido à anemia, suor excessivo, perda de peso e aparecimentos de manchas roxas pelo corpo.

 

Atualmente, o Glivec é tratamento padrão entre os pacientes diagnosticados com LMC. Administrada via oral, esta droga apresenta 80% de possibilidade de alcançar a remissão completa, sendo seu uso indicado por pelo menos 5 anos.

 

Mas, embora os resultados sejam bastante positivos, até então apenas adultos tinham autorização para utilizar o medicamento, indicado apenas para o traramento da LMC Ph+. O principal motivo para isso era a falta de informações conclusivas a respeito do efeito curativo nas crianças e adolescentes com a doença.

 

“Como a LMC é rara na faixa etária pediátrica e a eficácia do medicamento necessitava ser comprovada para esse grupo de pacientes, a liberação demorou um tempo maior, mesmo sendo aprovado pelo FDA (Food and Drug Administration) em 2003”, disse a Dra. Ana Lúcia Cornacchioni, onco-hematologista pediátrica e coordenadora do Comitê Científico Médico da ABRALE.  

 

Até então, o transplante de medula óssea era considerado a única forma de terapia nesta faixa etária, permitindo que cerca de 65% a 75% das crianças alcançassem a cura.

 

“Essa conquista é um avanço para os pacientes pediátricos em tratamento, que poderão obter melhor qualidade de vida ao utilizar a medicação”, ressalta a Dra. Ana Lúcia.

 

Os efeitos colaterais do Glivec nas crianças são os mesmos dos adultos. Retenção de líquidos, náusea e vômitos, dores musculares, diarréia e erupções da pele podem ocorrer, na maioria dos casos, de forma amena.

 

“Sempre que houver algo de diferente durante o tratamento, é fundamental falar com o médico responsável”, diz a Dra. Ana Lúcia e complementa: “realizar exames periódicos, como contagem de células sanguíneas e análises citogenéticas da medula óssea também são essenciais.”

 

DESTAQUE

Para mais informações sobre a LMC e outros tipos de leucemias e seus tratamentos, acesse www.abrale.org.br



Escrito por blogabrale às 18h23
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Correndo contra o tempo

 

Processos morosos, falta de recursos e a ausência de legislação adequada dificultam o acesso dos brasileiros a medicamentos já consagrados em outros países

De poucos anos para cá, o tratamento das doenças onco-hematológicas vem sendo revolucionado com o surgimento de novos medicamentos. Se por enquanto não representam a cura, as drogas mais recentes fazem com que o câncer possa ser tratado como uma doença crônica, quase sem os efeitos colaterais do tratamento convencional, proporcionando mais qualidade de vida ao paciente.

 

No entanto, apesar de já estarem consagradas em muitos países – e algumas delas não serem exatamente novas -, muitas terapias não estão disponíveis no Brasil. A lenalidomida, por exemplo, utilizada no tratamento do mieloma múltiplo, foi aprovada em 66 países em 2006. Por sinal, a lenalidomida encabeça a lista entregue pela ABRALE ao ministro da Saúde, dr. Alexandra Padilha, solicitando o registro de mais dez drogas reconhecidas por seus benefícios pela comunidade médica internacional.

 

Segundo o dr. José Salvador, membro do Comitê Científico Médico da ABRALE e coordenador do Serviço de Hematologia e Hemoterapia da Universidade Federal de São Paulo, o tratamento da leucemia e linfoma evoluíram muito nos últimos tempos. Porém, afirma que devido à defasagem existente no Brasil, muitos países disponibilizam tais drogas para sua população.

 

Ele explica que ainda um mesmo medicamento, por uma portaria, pode estar disponível para um tipo de câncer, sem considerar os demais. Isso acontece, por exemplo, com o rituximabe, cuja Autorização de Procedimentos Ambulatoriais de Alta Complexidade (Apac) contempla apenas o linfoma difuso de grandes células B, e não os demais subtipos da doença.

 

O dr. Salvador ainda esclarece que, mesmo sem essas novas drogas, existem tratamentos convencionais curativos. Porém, as vantagens delas são comprovadas, incluindo o aumento nas taxas de cura e pacientes com melhores resultados e mais qualidade de vida.

 

Etapas para aprovação do medicamento

A primeira fase a ser cumprida é a aprovação do medicamento, e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária é o órgão responsável

 

Obtida a autorização, todo medicamento precisa ter sua venda regulamentada pelo Ministério da Saúde. Aqui, o processo costuma ser demorado, já que além da comprovação de diferentes etapas clínicas, ainda serão determinadas as políticas de preço

 

O preço e a forma de administração do medicamento contra o câncer, por exemplo, também costumam gerar conflitos com os planos de saúde. Lembrando que todos os medicamentos para o tratamento do câncer (inclusive aqueles de uso oral) devem ser fornecidos pelo estabelecimento de saúde, público ou privado, cadastro no SUS e somente para os pacientes que estiverem se tratando no próprio estabelecimento

 

Algumas drogas estão disponíveis na rede pública para um tipo de câncer, mas não para outros. Então para garantir seu tratamento, muitos pacientes precisam entrar com ação judicial, já que o tratamento do câncer no sangue é de alto custo.

 

Texto retirado da 18ª edição da Revista da ABRALE



Escrito por blogabrale às 11h56
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Você conhece seus direitos?

 

Por falta de informação, muitos pacientes deixam de receber benefícios ou são lesados por empregadores

Um paciente com leucemia pode ser mandado embora do emprego? Um funcionário diagnosticado com câncer tem direito à aposentadoria por invalidez? Que limites o plano de saúde pode impor ao número de sessões de quimioterapia? Além de ter de lidar com um processo emocional e fisicamente conturbado ao receber um diagnóstico de câncer, inúmeras pessoas constatam que a descoberta da doença significa também o início de uma série de aborrecimentos que podem incluir até mesmo processos judiciais contra empresas e patrões.

 

De acordo com o advogado especialista em direitos do consumidor na área de saúde Julius César Conforti, a maioria dos pacientes ainda não está bem informada a respeito do assunto.

 

A estabilidade no emprego é um dos principais questionamentos em debates sobre o tema. Segundo Conforti, existem casos em que as pessoas são demitidas durante o tratamento porque precisam se ausentar do trabalho com frequencia para as sessões de quimioterapia. Infelizmente, essa estabilidade não está assegurada legalmente.

 

O doente de câncer pode, no entanto, entrar com pedido de aposentadoria por invalidez, desde que esteja inapto para o trabalho. Para tanto, precisa ter a condição de segurado, isto é, ser inscrito no Regime Geral de Previdência Social. De acordo com a Previdência Social, possui direito à aposentadoria por invalidez o segurado incapaz de trabalhar e que não esteja sujeito à reabilitação, independentemente de receber ou não o auxílio-doença.

 

As operadoras dos planos de saúde são outra preocupação dos pacientes, já que impõem duras restrições aos diagnosticados com câncer, como limite no número de sessões de quimioterapia, radioterapia, fisioterapia ou tempo de internação. De acordo com especialistas, isso é ilegal, e nenhuma operadora pode restringir a eficácia dos tratamentos.

 

É importante que os pacientes busquem orientação jurídica confiável. Existem várias entidades idôneas que mantêm advogados de plantão com essa finalidade. É importante que as pessoas tenham informações amplas e abrangentes, mas que se preocupem mais com as orientações especificas ao seu caso particular e à sua patologia.

 

Para obter informações sobre seus direitos como paciente, entre em contato com o Departamento Jurídico da ABRALE, pelo 0800 773 9973 ou acesse www.abrale.org.br.

 

 

*Texto retirado da edição 18 da Revista da ABRALE



Escrito por blogabrale às 18h13
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NOVIDADES PARA O DOADOR DE SANGUE

Por Tatiane Mota

 

No dia 14 de junho, data em que se comemora o Dia Mundial do Doador de Sangue, o Ministério da Saúde anunciou a portaria nº 1.353, com o novo Regulamento Técnico de Procedimentos Hemoterápicos.

 

Dentre as novidades está a ampliação da faixa etária dos doadores de sangue, que antes era de 18 a 65 anos e, agora com a nova lei, possibilita a população entre 17 e 67 anos também a realizar a doação.

 

Um dos motivos para esta mudança é a falta de bolsas de sangue nos hemocentros das principais capitais do país. No inverno, feriados e período de férias, por exemplo, a situação fica ainda pior.

 

Atualmente, o número de doadores brasileiros corresponde a 1,9%, somando 3,5 milhões de bolsas doadas por ano. Mas segundo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), para o Brasil é necessário arrecadar cerca de 5,7 milhões de bolsas anuais.

 

Com a ampliação, o Ministério da Saúde pretende, em 2012, chegar a 4 milhões de bolsas e 14 milhões de doadores.

 

A nova portaria determina ainda que a orientação sexual não deve ser considerada um critério para a seleção dos doadores, já que esta condição por si só não representa um fator de risco.

 

No entanto, homem que tenha feito sexo com outro homem nos últimos 12 meses continua impedido de doar sangue. Segundo estudos, o risco de contágio pelo vírus HIV nesse grupo é maior em comparação aos heterossexuais. Mas a restrição também vale para os heterossexuais que tenham tido relação sexual com mais de um parceiro no mesmo período.

 

E por falar em riscos, nesta mesma data o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou que o Teste NAT (Teste de Amplificação de Ácido Nucléico) será expandido a todos os hemocentros do país.

 

Com o objetivo de reduzir o período da janela imunológica (intervalo de tempo entre a contaminação do sangue e a detecção por exames), o teste está sendo implantado desde maio de 2010 no Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco e Santa Catarina. Nos próximos meses devem ser inauguradas plataformas na Fundação Hemocentro de Brasília (DF), Hemominas (MG) e no Hemocamp (Campinas, SP).

 

Para o Dr. Giorgio Baldanzi, hematologista do Centro de Hemoterapia e Hematologia do Paraná e membro do Comitê Científico Médico da ABRASTA, mesmo com a implementação do NAT nos principais centros de saúde do país, ainda é muito importante que o doador seja sincero no momento de responder o questionário – procedimento padrão. “Hoje, a janela para o HIV, por exemplo, é de cerca de 15 dias. Com o NAT, deverá ser reduzida para uma semana. Então, antes do exame é importante a blindagem que fazemos, estimulando a doação realmente voluntária, além da rigorosa entrevista com o possível doador”, salienta.

 

O Ministério da Saúde prevê um investimento de 25 milhões de dólares para a realização do teste. Com a fabricação no Brasil, o custo será de 6 milhões de dólares.

 

NOVA PORTARIA DO SANGUE

Para se tornar um doador voluntário, é necessário procurar um hemocentro de sua região e apresentar um documento com foto, emitido por órgão oficial

 

A faixa etária agora é de 17 a 67 anos. Aos menores de idade, será necessária a presença dos responsáveis. O limite para a primeira doação é 60 anos

 

O peso mínimo para realizar a doação é 50 quilos

 

O homem pode doar sangue até quatro vezes por ano e a mulher até três vezes, em um intervalo de dois a três meses

 

A orientação sexual agora não pode mais ser usada como critério na seleção de doadores

 

 

 



Escrito por blogabrale às 18h20
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ARTISTAS ENTRAM NO MOVIMENTO CONTRA O LINFOMA

 

Após diagnóstico do Gianecchini, 8 atores, entre eles Drica Moraes e Matheus Solano, se envolvem com a causa e transmitem a toda população que um simples “toque” pode salvar milhares de vidas

 

Em setembro, a ABRALE (Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia) realiza a campanha “Movimento contra o Linfoma. Se toca. Quanto antes você descobrir, melhor.”, para alertar a toda população sobre a importância do diagnóstico precoce.

 

A doença, que atinge anualmente no país mais de 12 mil pessoas, vem sendo bastante comentada após o diagnóstico do ator Reynaldo Gianecchini, no dia 10 de agosto. Dilma Rousseff, presidente do Brasil, Glória Perez, autora de novelas, e Fernando Lugo, presidente do Paraguai, são alguns dos nomes conhecidos que também enfrentaram este tipo de câncer no sangue. 

 

Este ano, a campanha será apadrinhada pelos atores Amandha Lee, Caco Ciocler, Camila Morgado, Marcelo Airoldi, Matheus Solano e Odilon Wagner, e pela apresentadora Sarah Oliveira, artistas que, além de terem um trabalho de sucesso, conquistam o público com sua visão social em prol da vida.

 

Drica Moraes, que realizou um transplante de medula óssea após ser diagnosticada com leucemia em 2010, participa pelo segundo ano consecutivo como madrinha.

 

Com o slogan “Se toca”, os artistas gravaram vídeos para disseminar a importância do auto-exame, já que o inchaço dos gânglios na região do pescoço, axila e virilha é um dos principais sintomas da doença, além de participarem de uma sessão de fotos.

 

“O diagnóstico precoce é muito importante, pois quando a doença está no começo a chance de cura é maior. Portanto, quando notar qualquer alteração no corpo, procure um médico”, alerta a Dra. Ana Lúcia Cornacchioni, coordenadora do Comitê Científico Médico da ABRALE.

 

As informações completas sobre o linfoma, sintomas e seus tratamentos estão no: www.movimentocontraolinfoma.com.br



Escrito por blogabrale às 14h27
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ORGANIZANDO SEU TEMPO

 

A forma como cada um lida com o diagnóstico de câncer é muito pessoal, mas preparar uma rotina adequada para antes, durante e depois do tratamento está ao alcance de todos

 

Lutar contra uma doença pode ser um processo longo e doloroso. Quando essa doença é o câncer, a luta costuma ser ainda mais intensa, tanto pelo estigma que a moléstia carrega em nossa sociedade, como pelo medo que as pessoas têm dela. No entanto, desde o momento do diagnóstico, algumas medidas podem amenizar o turbilhão de emoções provocado pelo choque inicial, quando sentimentos como raiva, tristeza, ansiedade, agressividade e culpa costumam vir à tona. A forma como cada um lida com o diagnóstico é muito pessoal e depende do estado emocional do paciente, de seu contexto de vida e de sua experiência anterior ao câncer. Porém, comum a todos os casos é a mudança que a notícia acarreta na vida do paciente.

 

De uma hora para outra, a rotina de exames, consultas médicas e medicamentos invade a vida do paciente. Porém, algumas atitudes podem ajudar a organizar a rotina de vida antes, durante e após o tratamento. Tal organização pode esclarecer dúvidas e minorar angústias, o que auxiliará o paciente no aspecto emocional. Inspirada no Guia de Sobrevivência desenvolvido pela Fundação Lance Armstrong, apresentamos aqui dicas importantes para ajudá-lo a enfrentar com esperança os três diferentes períodos.

 

ANTES DO TRATAMENTO

Procurar informações sobre o tipo de câncer que foi diagnosticado, para entender melhor cada etapa do tratamento que irá passar;

 

Anotar dúvidas, para que sejam tiradas nas consultas médicas periódicas;

 

É interessante uma reflexão sobre com quem você pode contar nessa fase inicial do tratamento;

 

Determinar seus hobbies e prioridades também é uma forma de “montar” sua rotina, adaptando-a ao tratamento que está por vir;

 

Se achar necessário, organize uma lista com seus afazeres domésticos e profissionais.

 

DURANTE O TRATAMENTO

Guardar todos os exames juntos é importante para que os médicos tenham um histórico da saúde do paciente;

 

Manejar o sentimento de mudança e perda, já que durante o tratamento do câncer é muito comum que esses sentimentos se confundam;

 

Certificar-se de que as etapas do tratamento estão sendo discutidas com a equipe médica, familiares e amigos;

 

Manter um diário, blog, ou registrar a sua trajetória em vídeos ou fotos também são formas de entender o processo pelo qual vocês está passando.

 

DEPOIS DO TRATAMENTO

Manter algumas atividades adotadas e durante o tratamento, como o registro em blog, diário ou fotografias;

 

Se você iniciou algum tipo de terapia durante o tratamento, é interessante continuar após seu término;

 

A volta ao convívio após o tratamento de câncer exige a adaptação para uma vida com certas limitações.

 

Texto retirado da edição 18 da Revista da ABRALE



Escrito por blogabrale às 18h12
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Medicina paliativa

 

Partilhar sofrimento, decisões e ajudar o paciente a enfrentar uma doença que ameaça sua vida, compartilhando os problemas associados a tal diagnóstico, são os desafios da equipe de cuidados paliativos.

 

Embora se fale em medicina paliativa, no Brasil ela ainda não é definida oficialmente como uma especialidade médica, como ocorre em outros países. O que há são médicos geriatras, oncologistas, neurologistas, fisiatras, além de psicólogos, enfermeiros e dentistas que têm se capacitado, alguns no exterior, para atuar em cuidados paliativos dentro das suas respectivas áreas de formação, somando hoje cerca de 57 serviços.

 

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), esses cuidados incluem atuar na prevenção a alívio do sofrimento por meio da identificação precoce, avaliação correta e tratamento de sintomas, entre eles a dor, além de outras questões de ordem física, psicossocial e espiritual.

 

Hoje já não se fala mais em pacientes fora de possibilidade de cura, e os cuidados paliativos devem ocorrer em conjunto com as terapias que modificam o curso da doença. É essencial que o tamanho e a formação da equipe se adaptem à necessidade do doente e aos recursos disponíveis.

 

Do ponto de vista psicológico, por exemplo, o cuidado humanizado, com respeito aos direitos do paciente, deve sempre existir no ambulatório e no hospital. Já o enfermeiro é quem passa mais tempo ao lado do paciente e se torna um canal de comunicação entre a família e a equipe.

 

Quando começar a terapia?

É unanimidade entre os especialistas que a ação dos cuidados paliativos se defina desde o diagnóstico, visando à integralidade no tratamento e preservando a dignidade e o respeito ao doente – e não quando ele tem apenas alguns dias de vida.

 

A terapeuta ocupacional Marília Othero, coordenadora do Comitê de Terapia Ocupacional da ABRALE, comenta que no Brasil essa conduta não é uma regra e que há pacientes que chegam aos cuidados paliativos em fase avançada da doença.

 

“É ao longo da doença que se sentem os benefícios dessa assistência. É preciso entender que a dor não é só física e que não ocorre só diante da morte. Engloba aspectos psíquicos, sociais e espirituais, que sempre necessitam de intervenções”, disse.

 

Sem restrições, esses cuidados podem ser aplicados em casa, UTIs, centros especializados, ambulatórios, consultórios e hospitais. Envolvem poucos recursos tecnológicos e se baseiam nas necessidades do paciente.

 

Texto retirado da Revista da ABRALE – edição 12



Escrito por blogabrale às 15h46
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SAÚDE BUCAL E O TRATAMENTO DO CÂNCER

 

A quimioterapia gera queda da imunidade e alterações na cavidade oral que muitas vezes pioram a condição clínica dos pacientes. Tais alterações (úlceras, infecções oportunistas, etc) são frequentes durante o tratamento do câncer. A amplitude desses efeitos depende de uma série de fatores, que vão do tipo de tumor às características de cada paciente. A correta avaliação desses sinais e sua correlação com os sintomas, medicamentos (quimioterapia) ou radioterapia tornam tais manifestações previsíveis, o que facilita o planejamento das intervenções para seu controle, garantindo melhor qualidade de vida ao paciente.

 

Fatores relacionados ao dente

A idade, o diagnóstico e a condição bucal do paciente são fatores fundamentais na evolução das complicações bucais que ocorrem no pré e pós-tratamento. Quanto mais jovem ou mais idoso for o paciente, maior parece ser a possibilidade de a quimioterapia afetar a boca. Os efeitos colaterais bucais em crianças abaixo dos 12 anos mais que dobram quando comparados aos índices verificados nos adultos.

 

Fatores relacionados ao tratamento

Com relação à terapia, sabe-se que nem todos os agentes quimioterápicos são igualmente tóxicos ou causam os mesmos efeitos nos tecidos bucais. Certas medicações estão mais envolvidas no surgimento da mucosite oral, e o tratamento quimioterápico associado à radioterapia tende a potencializar tais efeitos.

 

As complicações bucais mais comuns nos pacientes submetidos ao tratamento quimioterápico são: mucosite oral; xerostomia (sensação de boca seca); dores dentárias por comprometimento de estruturas nervosas; toxicidade indireta nas gengivas, língua e mucosas da boca (infecções e sangramento). Para prevenção ou redução da gravidade dessas alterações, a saúde bucal deve ser a melhor possível antes do início do tratamento.

 

Os principais cuidados

Higiene oral – a higiene oral inadequada aumenta o risco de infecção, que pode ser disseminada por via sanguínea e comprometer outros órgãos.

 

Cárie dentária – é uma doença infecciosa transmissível, provocada pela ação de ácidos produzidos por bactérias presentes na placa bacteriana, e pode ser a porta de entrada para novas infecções, até mesmo durante a quimioterapia. O aumento do risco da incidência da cárie dentária está relacionado com a falta de higiene oral, alteração da acidez na saliva e dieta rica em açúcares ou amidos. Outro fator é a redução do fluxo salivar, freqüente em pacientes que recebem quimio e radioterapia. Essa condição merece cuidados especiais com reposição de líquidos (beber mais água) ou com a utilização de substitutos da saliva.

 

Doenças gengivais – ocorrem quando os tecidos de suporte dentário, como a gengiva, estão infectados, e são conhecidas como periodontite e gengivite, respectivamente. Tais infecções podem provocar sangramentos quando da higienização dentária. O tratamento envolve raspagem e alisamente dentário para remoção das bactérias. Assim como a remoção de cárie, o tratamento periodontal também deve ser realizado antes do início do tratamento quimioterápico.

 

Aparelhos ortodônticos – as infecções por fungos são as mais comuns. A mais freqüente é a cândida, caracterizada por placas brancas ou áreas avermelhadas na boca que provocam dor e ardência. Às vezes causam odor desagradável e podem proliferar para outros órgãos.

 

Artigo do Comitê de Odontologia da ABRALE, retirado edição 17 da revista



Escrito por blogabrale às 15h29
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MIELOMA MÚLTIPLO - UMA DOENÇA SOB CONTROLE

 

Novas drogas e transplantes autólogos ajudam a domar esse mal da meia-idade

 

Até a década de 80, o tratamento do mieloma múltiplo era meramente paliativo: o foco era no combate aos sintomas da doença e na garantia de mais qualidade de vida ao paciente. Nos últimos 15 anos, as estratégias terapêuticas ganharam novas possibilidades com a introdução dos transplantes na década de 90 e o surgimento de medicamentos eficazes nos anos 2000.

 

O resultado positivo foi alcançado com a utilização de duas novas drogas, a talidomida e o bortezomibe. Antes disso, em um tratamento de nove a 12 meses, entre 45% e 55% dos pacientes apresentavam remissão parcial da doença e menos de 5% tinham remissão completa. A aplicação combinada dos medicamentos antigos elevou os números para mais de 75% (remissão parcial) e pelo menos 45% (remissão completa).

 

O próximo medicamento na fila de registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária é a lenalidomida, nova geração da talidomida utilizada nos Estados Unidos desde 2006 e liberada em dezenas de outros países, inclusive na Europa. Além de ser mais eficaz, ela não causa neuropatia periférica, um dos efeitos colaterais mais desagradáveis do tratamento de mieloma, caracterizada por sensações de formigamento e queimação nas extremidades do corpo, como mãos e pés.

 

A lenalidomida, assim como a talidomida, inibe a proliferação de vasos, dificultando a propagação das células do sangue afetadas na doença. Mais seletivo, o bortezomibe é uma droga-alvo, pois age diretamente nas células doentes. Além dos compostos já liberados ou em processo de aprovação no Brasil, há outras possibilidades em teste, incluindo novas drogas ou mesmo combinações diferentes entre as já disponíveis.

 

DOENÇA DA MEIA-IDADE

Predominante em indivíduos acima de 65 anos, o mieloma múltiplo é uma espécie de câncer que afeta os plasmócitos, células do sangue produtoras de anticorpos e originadas na medula óssea. Elas perdem a capacidade de amadurecer e proliferam descontroladamente – passam de 5% para até 90% das células da medula.

 

A doença se apresenta com sintomas, como anemia, problemas ósseos, insuficiência renal ou infecções recorrentes. Podem surgir lesões ósseas parecidas com uma osteoporose severa, dores e até fraturas.

 

Matéria retirada da edição 17 da Revista da ABRALE



Escrito por blogabrale às 17h30
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